quinta-feira, 19 de maio de 2011

ALEMANHA - Diário de Viagem: Dia 3 Ida a Salzburgo

Finalmente escrevo mais uma página deste Diário de Viagem. Este terceiro dia foi passado na Áustria entre as mágicas e maravilhosas paisagens de Salzburgo.O avô como sempre levantou-se mais cedo... às 6h15 da manhã já estava pronto! Eu tentava dormir até às 6h30, mas tornou-se impossível porque só ouvia o avô a falar de pontualidade e a dizer que queria tomar o pequeno almoço.... Pelo terceiro dia consecutivo em Munique o tempo não estava muito convidativo a sair dos lençois quentinhos, chuvia e estava frio, mas não tive outro remédio senão levantar-me.
No pequeno almoço, qual não foi o meu espanto quando vi pelo menos uns 5 casais já tomarem o pequeno almoço, e outros já a levantarem-se da mesa para irem para os quartos! Às 7h15, após o pequeno almoço subimos para o quarto para vestirmos casacos, gabardines, prepararmos os guardo-chuvas... Enfim estávamos todos artilhados e bem equipados!
Às 7h30 já nos encontravamos todos na recepção à espera dos guias para nos irmos embora. Estávamos 15 minutos mais andiantados que o previsto, mas só partimos às 7h45 pois a guia e o guia local só apareceram a essa hora.
Desta vez não houve incidentes, ninguém adormeceu, mas não por competência do hotel! Como no dia anterior o hotel se tinha esquecido de despertar um senhor todos passaram a por despertadores para acordarem mais cedo e, claro, para terem a certeza que acordavam. De acordo com os meus companheiros de viagem se tivessem ficado à epera do despertar do hotel não se tinham levantado, porque desta vez o hotel não se esqueceu despertar só um quarto mas sim três! Sabe-se lá o que é os restantes ficavam a pensar se vissem que faltava muita gente no autocarro, ainda pensavam que tinham sido sequestrados ou que tinham sofrido algum ataque!

Bem, mas continuando.... A viagem demorou algumas horas e como era ainda muito cedo alguns adormeceram no autocarro.

Quando chegamos a Salzburgo a chuva era mais intensa do que em Munique, o que não impediu que ficássemos rendidos a beleza daquele local. Como saímos de território alemão, apesar de o nosso guia local de Munique nos ter acompanhado quem dirigiu a visita guiada foi uma guia local de Salzburgo, ela era autríaca e digamos que o traje que levava também não deixava qualquer dúvida!
À saída do autocarro tivemos de atravessar a ponte para irmos para o centro histórico de Salzburgo. A visita começou pelos famoso Jardins Mirabel que foram cenário do tão conhecido filme "Música no Coração".
Passamos pelas ruas comerciais onde ficamos a saber algo engrçado e que eu descoonhecia. Antigamente, em Salzburgo, coomo haviam muitos habitantes analfabetos, as tabuletas que têm escrito o nome da loja tinham o símbolo do que se vendia na loja para que as pessoas soubessem o que é podiam encontrar em determinada loja. Por exemplo, uma loja de sapatos, para além de ter o nome da loja escrito, tinha nessa mesma tabuleta a imagem de um sapato.
Seguimos para uma das atracções principais de Salzburgo, a Casa Mozart! A fachada da casa manteve-se inalterada ao longo dos anos, encontrando-se exactamente igual.
A mobília foi recuperada, sendo que não era a mobília original de Mozart, mas sim a de um comerciante que era dono do prédio. No interior do prédio estavam pequenas vitrines com cenários das diversas óperas dirigidas por Mozart, quadros da família de Mozart, incluíndo a mulher, os pais, os filhos e alguns amigos.
Após a visita ao interior da casa, chegou o momento alto da visita! Antes de nos dirigirmos para o hotel passámos pela Praça central de Salzburgo onde vimos a loja mais conceituada de Mozarts onde ainda se vendiam Mozarts com base na receita Original, passámos também pela loja original onde comercializaram os primeiros Mozart. A guia explicou-nos que estes chocolates surgiram 100 anos após a morte de Mozart. Primeiro suurgiram os Fürst Mozartkugeln, que na cidade chamam de Originais, depois os Mirabel que chamam de Verdadeiros, e ainda os Reber a que chamam de Industriais. Quanto aos preços, os primeiros são caríssimos! 6 euros custram os 5 que comprei (vendidos à unidade), uma caixa de 10 eram 20 euros! Os Mirabel eram mais em conta e desses trouxe pelo menos 4! Os Reber não vi à venda...
A visita seguiu para o Castelo de Salzburgo através do funicular, a vista era espantosa e como fomos divididos em dois funiculares porque o grupo era muito grande tive oportunidade de entrar no castelo e ver uma exposição de marionetas....
A barriga já estava a dar horas e por isso fomos almoçar ao Stiftskeller St. Peter. O restaurante era o segundo melhor de Salzburgo e por isso bastante conhecido, e como era uma antiga abadia todos contavam comer comida de abades....
Mas não, foi um dos melhores menus! Um caldinho - Soup of prime beef with shredded pancakes- para começar, linguado - Filet of lemn sole with potato cucumber vegetables, e uma maravilhosa sobremesa - maraschino crème with sour cherries - que foi servida num copo alto.
Depois de almoço tivemos tempo livre até à hora de partida para fazermos últimas compras ou visitas. Eu e o avô visitámos a igreja de São Pedro, e fomos comprar mais Mozarts Mirabel! Vimos os cocheiros e o avô decidiu que era giro tirar uma fotografia com eles e então lá fui eu sentar-me ao pé dos senhores que sabe-se lá porquê não paravam de rir....
Aproximou-se a hora da partida e a chuva intensificou-se, tivemos de voltar para a zona de Salzburgo moderna atravessando a ponte. O autocarro não podia entrar em certas ruas e por isso deu uma volta tão grande que foi dar ao sítio errado. Nós tivemos de nos refugiar nas arcadas de um prédio até o nosso motorista dar com o sítio... Demorou um bocadinho mas quando finalmente chegou soube bem sentar-nos no autocarro, as pernas já pediam descanso e o nariz esta uma bocado frio! Mas valeu a pena porque foi de facto uma cidade lindíssima.
De regresso a Munique voltamos todos a adormecer (isto aconteceu realmente muitas vezes)... Fizemos uma pequena paragem no lago Chiemesee para tirar fotografias e aliviar o "depósito".
E passadas umas 2h de viagem ouvia-se um despertar muito agradável com a música do Rui Veloso a tocar no nosso autocarro... Ao que parece o nosso motorista apesar de alemão e de não perceber nada da letra da canção até tinha um bom gosto musical!
No hotel o descanso foi de 2h antes de jantar deu tempo de tomar um banho quentinho e de recuperar as perninhas! No entanto, apesar do cansaço precisámos de sair do hotel para ir mos a umas lojinhas ver se conseguíamos comprar uma escova de dentes porque o avô tinha-se esquecido da dele em Lisboa! Procurámos, procurámos mas não encontrávamos escovas em lado nenhum, até entrámos numa loja que pelo menos tinha pentes logo também devia ter escovas de dentes... Mas nem eu nem o avô as estávamos a encontrar. Tínhamos de perguntar ao senhor que olhava para nós com o ar desconfiado e nos via a andar de um lado para o outro de saquinhos de plástico da fnac na mão e de guarda chuva na outra... bom, eu decidi perguntar em inglês mas senhor não falava inglês... Bom, o avô decidiu utilizar a linguagem universal: LINGUAGEM GESTUAL! Agora deixo à vossa imaginação vizualizarem a nossa linda figura no meio da loja. O avô é que saiu da loja todo contente por ter conseguido estabelecer comunicação com um alemão e por levar consigo a escova de dentes.
Jantámos numa cervejaria muito típica, Paulaner Munchen. Foi um jantar muito agradável, a ementa foi mais uma vez deliciosa!

ALEMANHA - Diário de Viagem: Dia 2 Visita ao Castelo de Neuschwanstein

Aqui fica mais um capítulo da minha viagem...
No segundo dia estava previsto fazermos a visita ao Castelo, razão pela qual tivemos de nos levantar cedo :(
Bom, como disse no anterior o hotel dava-nos um despertar geral para a hora que a nossa guia pedisse, 7h45. O avô disse-me logo na noite anterior que ia por o despertador dele para as 6h, eu optei por pôr o meu para as 7h30... Isto foi tudo decidido na primeira noite no hotel em Munique... Sim, porque de manhã não foi bem assim que aconteceu...
Eram 6h40 da manhã, e o avô acorda-me, eu meia a dormir pensei que tivesse tocado o despertador, mas quando olhei para o relógio e vi as horas percebi porque é que estava com tanto sono! Sentia os meus olhos como se fossem saltar-me da face e nem os conseguia abrir totalmente, estavam todos vermelhos e bem, digamos que se notavam umas ligeiras olheiras.... Por isso o meu humor não estava nos melhores dias... O avô continuava a dizer que estávamos atrasados e que queria tomar o pequeno almoço às 7h! Eu demorei 15 minutos a vestir-me, o que quer dizer que às 6h45 estava pronta e os outros velhotes ainda deviam estar a dormir.... Ás 7h15 fomos tomar o pequeno almoço, e à hora de tocar o despertador já estávamos no quarto.
Às 8h20, ou seja, 25 minutos antes da hora marcada já nós estávamos preparados para a viagem. Mas, por incrível que pareça não éramos os únicos.... Já lá estava quase o grupo todo! Por isso, quando a guia chegou ficou bastante surpreendida e às 8h45 em ponto já estávamos no autocarro. O problema é que faltava uma pessoa! A guia e o guia local regressaram ao hotel e nós ficámos no autocarro. Un diziam que tínhamos de ser pontuais, outros diziam que depois do despertador tocar, provavelmente teria adormecido, e ainda havia quem pensasse o pior como ataques cardíacos e esse género de coisas mortais... O que é certo é que ninguém o viu no pequeno almoço...
Passados 15 minutos de especulação, os guias apareceram e o senhor também, vivinho da silva, estava apenas com sono! O que aconteceu foi que o hotel se esqueceu de programar o despertador do senhor, ou seja o despertador não tocou e o senhor não acordou!
Bem, às 9h20 estávamos prontos para iniciar a viagem rumo ao castelo! A viagem deve ter durado cerca de 2h e as paisagens eram maravilhosas (apesar da chuva).
O castelo ficava na zona de Fussen, onde a chuva caía com mais intensidade, assim, com capas, casacos e guarda-chuvas iniciámos uma caminhada de 30 minutos até ao castelo através dos famosos Alpes da Baviera. Fizemos uma paragem numa ponte que ficava sobre uma cascata e que tinha a vista completa do castelo, claro que tirámos muitas fotografias, mas alguns não ficaram muito tempo na ponte, principalmente as velhotas porque aquilo abanava um bocadinho e digamos que dali ao lago ainda eram uns metros de distância e elas tinham medo de cair...
A caminhada prosseguiu até ao castelo, e quando finalmente chegámos deparámo-nos com uma beleza imensa quer do castelo, quer das paisagens... Após muitas fotografias estava na altura da visita guiada ao interior do castelo. Mas, não fomos todos, porque havia dois senhores que não conseguiam subir tantas escadas devido à ciática e as respectivas senhoras ficaram a fazer-lhes companhia.
O interior do Castelo era lindíssimo, vimos o quarto de Ludwig II, o salão... Enfim, era tudo lindo e maravilhoso!
No fim da visita iniciámos mais uma caminhada desde o castelo até ao restaurante que ficava também nos Alpes mas um pouco mais abaixo.
O restaurante Muller, era típico e tradicional relacionado com os cavalos e as cavalariças. A ementa foi também muito boa: Creme de legumes, Carne de porco com bolinhas de batata (estaladiças por fora), e a sobremesa foi salada de frutas.
Depois de almoço fomos de autocarro até mais um dos palácios mandados construir por Ludwig II, o Palácio de Linderhof. Demos uma volta pelos jardins que são também lindíssimos, claro, sempre de guarda chuva aberto... Antes de irmos para o autocarro entrámos numa loja de recordações. Deu para comprar postais e claro o avô trouxe dvd's!
No autocarro, de regresso a Munique, mais uma vez a maioria adormeceu (incluindo eu).
As perninhas tiveram um descanso de 2h no hotel e às 20h15 saímos para ir jantar à cervejaria Ratskeller. O jantar estava óptimo e comi pela primeira vez um Pretzel alemão!
De volta ao hotel foi tudo para a caminha, porque no dia seguinte é a tão esperada ida a Salzburgo! Combinou-se com a guia que o despertar seria às 6h30 e a partida às 7h45.
Foi assim o fim de mais um dia em terras alemãs!

ALEMANHA - Diário de viagem: Dia 1 Chegada a Munique


Infelizmente estou de regresso, depois de uma lindíssima viagem pela Alemanha, Áustria e República Checa, regresso ao nosso pobre e pouco agradável Portugal... Como adorei a viagem quero partilhar convosco toda a viagem incluindo as suas peripécias mais engraçadas.... Bom comecemos pelo primeiro dia. As malas estavam feitas, a mãe estava bem acordada (provavelmente a pensar se eu chegaria inteira ao destino...), o Miguel já dormia e eu tentava não dormir, algo que se tornou impossível. Consegui dormir 2 horas e as 2h30 fui acordada pela minha mãe que dizia que o avó já estava cá há uma hora e que queria ir para o aeroporto... Eu, meia ensonada lá me vesti e sem tempo para grandes pequenos almoços bebi uma chávena de chá, ou melhor meia chávena de chá, porque o avô estava com medo de perder o avião que só partia às 6h15.Demoramos 30 minutos a chegar ao aeroporto o que quer dizer que três horas antes do voo estávamos no aeroporto ainda fechado e sem ninguém... Subimos escadas, descemos escadas, andamos nos elevadores e nos corredores... até que, num dos corredores encontramos um grupo de velhotes, pensámos logo que eram eles porque digamos que não é muito comum haver mais do que um grupo de velhotes às 3h15 da manhã num aeroporto deserto... E realmente eram eles, descemos para os cumprimentar, e claro deram-me beijinhos, apertaram-me as bochechinhas, disseram qu e era uma menina muito bonita e muito amorosa, enfim... só elogios.... Estávamos à espera da guia da top atlântico, mas acabámos por encontrá-la só na chegada a Alemanha... Quando a loja abriu todos fizeram o check in, e fomos seguindo para a porta de embarque passando primeiro pelo detector de metais, volto a relembrar, que para além de ainda ser de madrugada o aeroporto estava completamente vazio....No detector de metais o avô foi primeiro. Até este local a mãe e o Miguel puderam acompanhar-nos mas depois disto já não podiam passar. Bom, como estava a dizer o avô foi o primeiro, teve de despir casaco, colete, bolsa, mochila, cinto... e mesmo assim apitou! Depois foi a minha vez, que claro, correu pacificamente...Despedimo-nos da mãe e do Miguel e iniciámos a nossa longa jornada pelos corredores solitários do aeroporto até à porta de embarque 25, por esta altura não se via nem um único velhote, nem os que vinham atrás de nós nos viam, nem nós víamos os que iam à nossa frente...Passámos por várias portas de embarque e, finalmente ao fim de 15 minutos chegámos à porta 25. Nas cadeiras já estavam alguns dos velhotes. Por volta das 5h45, a porta abriu e começámos a entrar para o avião. A animação era grande pois o nosso grupo preenchia grande parte do avião. Eu não estava minimamente nervosa apesar de ser a 1ª vez que andava de avião, isto claro, depois de um vomidrine ;). O avião partiu pontualmente e chegámos à Alemanha às 10h00.Ao sairmos do aeroporto para além da chuva, tínhamos um autocarro à nossa espera com um guia local e com a nossa guia da agência de viagens. Como o número de "viajantes" era 76, fomos divididos em 2 grupos com diferentes guias. A nossa guia era muito simpática e chamava-se Cristina, o nosso guia local era igualmente simpático e chamava-se Mário mas não era português, era brasileiro. Quanto ao nosso motorista, era alemão e chamava-se Herbert, era muito divertido! Fizemos uma visita panorâmica pela cidade, com destaque para o Viktualienmarket e fizemos uma visita a pé ao parque Olímpico. Vimos a piscina olímpica e subimos à torre olímpica. Continuamos a nossa visita panorâmica pela cidade até ao restaurante.Almoçámos na Hofbrauhaus. A ementa foi óptima: Caldo com bocados de panqueca, Carne de porco com 2 bolas de batata e gelado. Eu bebi água, mas o avô experimentou a famosa cerveja!Em seguida passeámos pelas ruas de Munique, entrámos na igreja e vimos a pegada do Diabo.... Seguimos para o HOTEL MARITIM MUNICH e tivemos um descanso merecido de 2h visto que a maioria não dormiu nada! O jantar foi numa cervejaria típica Hofer. O jantar foi aceitável: Salada de cogumelos, truta, e donuts recheados com polpa de maçã. Regressámos ao hotel, mas poucos foram aqueles que chegaram acordados... a maioria adormeceu devido ao cansaço. Como no dia seguinte íamos fazer uma longa caminhada até ao castelo de Neuchswanstein o despertar geral era ás 7h45 e a partida ás 8h45. Claro que o avô acordou às seis e acordou-me às 7h, quando eu só pensava acordar às 7h30... Bom foi um descanso bem merecido! Este foi só primeiro dia, agora têm de esperar até ao próximo capítulo deste diário de viagem!!!

Um livro é...



Estava no meu primeiro dia de aulas, no 4º ano, e a professora pediu-nos que escrevêssemos num “pedacinho” de papel o que era para nós um livro.

Aqui está o que escrevi:
Para mim um livro é um lugar de imaginação, onde lemos livros de príncipes e princesas, fadas ou bruxas, todas elas têm um encantamento especial. Um livro é um tapete mágico que nos leva ao país dos contos.

Entraste numa floresta encantada, onde as árvores, as plantas, as flores, os animais e até as pedras do caminho falam com as pessoas...


Entraste numa floresta encantada, onde as árvores, as plantas, as flores, os animais e até as pedras do caminho falam, mexem-se e falam com as pessoas. Nessa tua aventura experimentaste sentimentos como o medo, a alegria, o amor e a raiva....

Lembro-me de estar deitada na minha cama e, de como todas as outras noites ouvir a minha mãe costurar. Lentamente, mergulhei num sono profundo e quando dei por mim estava no meio de árvores, plantas, flores e animais. Tudo me parecia real, mas todos eles tinham uma característica fora do comum, todos eles falavam. O que me deixou muito assustada.

Com medo de perguntar o que se passava tentei perceber o que diziam, o que se tornou impossível, pois todos falavam ao mesmo tempo.

Fiquei mais algum tempo à espera que reparassem em mim. Até que ao fim de longos minutos todos fizeram silêncio.

O primeiro a falar foi uma árvore com um aspecto velho e sábio, que me disse com um ar preocupado:

- Finalmente chegaste! Estávamos todos à tua espera! Aconteceu uma coi sa terrível! A coruja perdeu o livro dos sentimentos e agora os habitantes da floresta encantada não sabem o que é a raiva, o amor, o medo e nem mesmo a alegria.

- Sim, sou eu! Estou aqui para vos ajudar.

De repente, um ouriço e um elefante vieram para junto de mim. O ouriço, que estava um pouco envergonhado, disse-me:

- Anda a acontecer-me uma coisa muito estranha. Sempre que o elefante se aproxima de mim eu enrolo-me, fico com a forma de uma bola e com os meus espinhos pontiagudos levantados. O que quer isto dizer?

- É muito simples, o elfante é muito grande e tu és muito pequeno, o que te faz sentir medo.

- O que é o medo?- perguntou o elefante.

-O medo é um sentimento que proporciona um estado de alerta demonstrado pelo receio de fazer alguma coisa.

O Sol estava cada vez mais intenso e decidi ir a uma fonte ali perto. A caminho da fonte passei por um campo de girassóis.

Ao verem-me passar os girassóis perguntaram-me em coro:

- Nós seguimos a luz desde o nascer ao pôr do sol, e sempre que o fazemos rimos e brincamos umas com as outras. Que sentimento é este?

- Esse sentimento é a alegria. Costuma ser expressada por sorrisos e contentamento. Quando nos sentimos alegres o tempo passa mais rápido do que imaginamos.

Prossegui o meu caminho e finalmente cheguei à fonte. Qual não foi o meu espanto ao deparar-me com a fonte seca. Só restava uma pequena gota, que estava bem no fundo do poço com um ar muito zangado. Decidi perguntar-lhe:

- Para onde foi toda a água? Porque estás aí sozinha?

- Então não sabes porque razão faltou a água?! Faltou porque o Homem não a usa correctamente. Desperdiça-a e maltrata-a...

-Que coisa horrível! Ao que estás a sentir chamamos raiva.

- O que é a raiva?

- A raiva é um sentimento de protesto, insegurança, timidez ou frustração, contra alguém ou alguma coisa.

O Sol estava a pôr-se, mas eu decidi continuar o meu passeio.

De repente parei para ouvir duas vozes que falavam muito baixinho:

- Nós somos as pedras do caminho! Estamos sempre muito juntinhas, abraçadinhas e aos beijinhos. Andamos sempre aos pares e queremo-nos bem umas às outras. Estamos bem quando estamos juntas, mas quando nos separamos ficamos incompletas.

Qual o nome deste sentimento?

- É o mais belo dos sentimentos. Chama-se amor e consiste na formação de uma ligação emocional com alguém ou com algum objecto.

Decidi voltar para junto da árvore e do resto dos animais.

Em lugar do Sol veio a Lua e , também o brilho das estrelas.

Sentei-me junto da fogueira e observei todos os animais e seres vivos daquela floresta, contentes e a sorrir.

A última coisa de que me lembro é de me agradecerem e de me dizerem que sentiriam saudade. Aí eu perguntei-lhes o que era a saudade e todos me responderam:

- Saudade é uma mistura de sentimentos de perda, distância e amor.

3,2,1 Cama


Mais uma história de quando era pequenina... e que eu gostava de ler muitas vezes antes de deitar.
Esta foi uma das minhas versões da história, que escrevi teria eu uns 8 anos, para contar às minhas bonecas... que tinham medo de tomar banho!
Era uma vez um menino chamado Gui. Numa noite, o Gui espreitou pelo seu grande telescópio e viu que os amigos extraterrestres precisavam de ajuda para se deitarem, então o Gui pegou no seu foguetão e foi rumo a Mercúrio. Quando lá chegou, viu que os sujinhos precisavam de um grande banho para conseguirem dormir, então o Gui esfregou e lavou, lavou e esfregou até eles ficarem bem limpinhos, depois levou-os para a cama e disse : - Boa Noite!
Mas, eles já estavam a dormir, então o Gui subiu para a sua nave, desta vez ia para Marte. Quando lá chegou, viu que a Despenteada precisava de ajuda, porque estava toda despenteada. Então, o Gui penteou, penteou, penteou e, finalmente, quando acabou foi deitá-la e disse: - Boa Noite!
Mas, ela já estava a dormir, então o Gui foi para a sua nave e desta vez foi para Júpiter. Quando lá chegou viu que os aflitinhos precisavam da sua ajuda para irem à casa de banho. Então o Gui ajudou-os a irem à casa de banho, depois foi deitá-los e disse: - Boa Noite!
Mas, eles já estavam a dormir. O Gui estava a começar a ficar cansado, então subiu para a sua nave e foi para casa. Quando chegou foi para a cama, e o pai e a mãe disseram: - Boa Noite!
Mas, o Gui já estava a dormir!

Pé de Feijão



Estava uma tarde linda de Outono e eu tinha acabado de sair da escola. Estava ansiosa por chegar a casa, pois a minha professora tinha-nos dado um saco com sementes de feijão para plantarmos no jardim. A minha casa fica ao pé do famoso Central Park em Nova Iorque. É muito pequena comparada com os arranha-céus da cidade, tem as paredes brancas e um lindo jardim, repleto de árvores de fruto e de flores. Ao chegar a casa plantei as sementes. E fui ver televisão. Antes de me deitar olhei mais uma vez para o local onde tinha plantado as sementes e imaginei a altura com que ficaria, fiquei longos minutos em frente à janela entregue à minha imaginação, como se tivesse adormecido. A pensar no meu lindo pé de feijão, deitei-me na minha cama e adormeci.


Era de manhã e corri para a janela do meu quarto, para ver o meu pé de feijão. Estava gigante!

Corri a grande velocidade até ao jardim, arregalei os olhos e vi que as pequebas sementes que tinha plantado tinham dado origem a um pé de feijão enorme!

De repente ouvi um barulho vindo do cimo do feijoeiro. Depois de alguns momentos de indecisão decidi aventurar-me e subir.

Subi, subi, subi, até que deixei de ver o meu lindo jardim. O som que tinha ouvido havia sido substituido por um silêncio que se tornava constrangedor. O medo e a vontade de voltar para trás começavam a instalar-se, mas agora era tarde para desistir.

Daquele pé de feijão conseguia avistar a cidade inteira, continuei a subir e pensei se o som que tinha ouvido era real, ou se era apenas algo da minha imaginação. De repente uma gota caiu na minha cara. Tinha começado a chover, subi o mais depressa que consegui com o objectivo de chegar ao topo. A chuva tornava-se cada vez mais untensa e eu senti saudades da minha casa e do meu belo jardim.

Subitamente, a chuva pirou e deu lugar ao sol. Quando dei por mim estava a poucos passos de chegar ao topo. Nesse momento, voltei a ouvir o som que tinha ouvido ao início e perguntei-me:
- O que estaria no topo? O silêncio desapareceu dando lugar à música e a vozes. Finalmente, cheguei ao topo... Tudo começou a andar à roda, os sons misturaram-se com as vozes e as imagens estavam desfocadas.

De um salto levantei-me da cama. Olhei em volta e percebi que... estava no meu quarto. Levantei-me em direcção à janela, mas quando olhei para o meu jardim, em busca do meu pé de feijão gigante, não o encontrei. Corri em grande velocidade em direcção ao jardim. O pé de feijão gigante não estava lá, apenas um pequeno pé de feijão que começava a aparecer.